Infecção por COVID-19: perspectivas das respostas imunes

O surto da nova infecção por coronavírus está se espalhando por todos os continentes, forçando-nos a conviver com esse vírus por talvez muito tempo. Cientistas e clínicos aprenderam muito sobre a doença e sua patogênese: nem todas as pessoas expostas ao COVID-19 estão infectadas e nem todos os pacientes infectados desenvolvem doença respiratória grave. Consequentemente, a infecção por COVID-19 pode ser dividida aproximadamente em três estágios: estágio I, um período de incubação assintomática com ou sem vírus detectável (você pode realizar o teste e esse dar ou não positivo); estágio II, período sintomático não grave com presença de vírus (teste positivo); estágio III, estágio sintomático respiratório grave com alta carga viral. Quanto a resposta imune do vírus: durante os estágios de incubação e não graves, é necessária uma resposta imune adaptativa (aquela que é gerada ao longo das nossas vidas) específica para eliminar o vírus e impedir a progressão da doença para estágios graves. Portanto, estratégias para aumentar as respostas imunes (medicações, anticorpos, alimentação etc) nesta fase são certamente importantes. Para o desenvolvimento de uma resposta imune protetora endógena nos estágios de incubação e não graves, o hospedeiro deve estar em boa saúde geral e com um histórico genético apropriado que provoque imunidade antiviral específica. Acreditamos que a divisão de duas fases é muito importante: a primeira fase de proteção baseada na defesa imune e a segunda fase prejudicial causada pela inflamação. Os médicos devem tentar aumentar as respostas imunológicas durante a primeira, enquanto a suprimem na segunda fase. Como a vitamina B3 é altamente protetora para os pulmões, deve ser usada assim que a tosse começar. Quando a dificuldade respiratória se torna aparente, a hialuronidase pode ser usada.  Esperamos que algumas das ideias acima possam ser empregadas para ajudar a combater esta doença contagiosa e mortal, de crescente incidência em todo o mundo.

Fonte: Shi e colaboradores, publicado na Revista
JAMA em março de 2020. Para maiores informações acesse o artigo original
em: https://www.nature.com/articles/s41418-020-0530-3.

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