Diabetes Mellitus: patologia, diagnóstico e tratamento

Faz parte da evolução histórica a notificação de doenças crônicas, que atinge níveis elevados na população brasileira. Uma dessas condições é a conhecida Diabetes Mellitus (DM) ou popularmente conceituada como excesso de açúcar no sangue. O diabetes é uma síndrome de etiologia múltipla, podendo ser genética ou não, decorrente da falta de insulina ou da incapacidade da insulina exercer seus efeitos adequadamente, costumamos dizer de uma forma clara e objetiva que: “Ter insulina e não produzir efeito ou não ter”. Isso não significa que todas as pessoas, por exemplo, necessitem da terapia farmacológica através da aplicação medicamentosa de insulina. Esta doença caracteriza-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas.

Os efeitos do Diabetes Mellitus incluem a disfunção de vários órgãos (rins, olhos e coração) e de extremas microcapilaridades que vão desde o pé diabético (dificuldade de cicatrização) até em casos mais graves, a cegueira. Pacientes portadores de hiperglicemia não controlada ou não tratada desenvolvem cetoacidose ou coma hiperosmolar.  O Diabetes Mellitus é subdividido em tipo I e tipo II.

O tipo I (imuno- mediado) resulta primeiramente das células ß pancreáticas e tem tendência à cetoacidose; Compreende uma pequena parcela das Diabetes Mellitus (5-10%). Os pacientes da patologia do tipo I desenvolvem a doença ainda jovens, com menos de 20 anos, ela vem acrescida de perda de peso, poliúria, noctúria, polidipsia, polifagia, infecção respiratória e desejo descontrolado de bebidas doces. Esses pacientes acredita-se possuir suscetibilidade genética. A deficiência de insulina os torna dependentes dela, necessitando da aplicação diária da insulina.

A Diabetes Mellitus tipo II, diferentemente da tipo I resulta da resistência à insulina e a deficiência relativa de sua secreção. A maioria dos pacientes possui excesso de peso, tendo início do quadro mais tardio (depois dos 40 anos); Desenvolve-se de acordo com os hábitos, e muito raramente possui relação com histórico familiar. Estes pacientes não são dependentes de insulina, porém podem depender da terapia farmacológica convencional, como a Glibenclamida e Metformina.

Para o diagnóstico, além do exame físico e o relato dos sintomas existem exames laboratoriais específicos e mais comumente solicitados: Glicose em jejum, hemoglobina glicada ou glicosilada, glicose pós prandial, teste de tolerância à glicose, além da dosagem de insulina e a curva insulinêmica. Destes, destaca-se a hemoglobina glicada que tem a capacidade de mensurar os níveis de glicose, independente do jejum, nos últimos 90 dias. Existem muitos outros que auxiliam no diagnóstico e monitoramento dos já diabéticos, como a microalbuminúria para avaliar lesão renal.

O fato é que essa doença é antiga e por muito tempo foi “palco” de altas taxas de mortalidade e morbidade; Atualmente, e considerando a evolução médica e biomédica é possível se ter uma vida normal perante a patologia, desde que se monitorem os níveis glicêmicos e se configure o tratamento adequado, na esquecendo da observação dos sintomas.

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