Tucumã (Astrocaryum aculeatum) Previne Danos Oxidativos e de DNA nas Células do Epitélio Pigmentado da Retina.

As doenças oculares têm um impacto negativo na qualidade da visão da população mundial. A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) chama atenção especial por ser uma doença crônica caracterizada por danos oxidativos e inflamatórios ao pigmento epitelial da retina, que desencadeia a perda progressiva da visão. Na Amazônia brasileira, o Astrocaryum aculeatum é uma fruta amazônica (Tucumã) usada por comunidades ribeirinhas na medicina tradicional para tratar uma série de doenças. Essas comunidades mostraram recentemente ter aumentado a longevidade e reduzido a prevalência de morbidade relacionada à idade. Assim, o objetivo desta pesquisa foi caracterizar e analisar quimicamente o efeito antioxidante in vitro e prevenção de danos moleculares do extrato etanólico de Tucumã em células do epitélio pigmentar da retina (EPR) em um modelo para DMRI. O extrato foi caracterizado quimicamente por cromatografia líquida de ultra-alta eficiência (HPLC) acoplada à detecção de arranjo de diodos e espectrofotometria de massa (HPLC-DAD-MS). Protocolos in vitro foram realizados, avaliando-se o efeito citopreventivo do Tucumã em células do EPR expostas a altas concentrações de ânion superóxido, uma molécula oxidante e genotóxica, bem como o efeito do extrato de Tucumã em formadores oxidativos e moleculares. Análises bioquímicas e de citometria de fluxo foram realizadas nesses protocolos. O extrato apresenta altas concentrações de ácido cafeico, ácido gálico, catequina, luteolina, quercetina e rutina. O tratamento não mostrou efeitos citotóxicos nas células tratadas apenas com extrato a 50 μg/mL. De fato, melhorou a viabilidade celular e foi capaz de prevenir necrose e apoptose, e os danos oxidativos e moleculares foram significativamente reduzidos. Em resumo, o Tucumã é uma importante fruta amazônica, que parece contribuir significativamente para melhorar as condições de saúde humana, pois nossos achados sugerem que seu extrato possui uma relevante matriz química rica em moléculas antioxidantes, e seu consumo pode melhorar a saúde ocular e contribuir para a prevenção contra estresse oxidativo por meio de citoprevenção, redução de espécies reativas de oxigênio e manutenção da integridade do DNA em células do epitélio pigmentar da retina (RPE). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33769097/.

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