Prevenção

Você sabia que as farinhas de trigo e milho no Brasil são enriquecidas por ácido fólico?

O Brasil é um país que apresenta inúmeras desigualdades. O capitalismo nos divide por classes que ao longo dos processos nos associa por taxas, assim, é amplo o conhecimento que temos em relação à desnutrição e aos casos graves de anemias que os grupos sociais notificam, sem contar aqueles subnotificados ou não assistidos pelas entidades de fomentos. Pensando nisso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) torna obrigatória através da: Resolução nº 344, de 13 de dezembro de 2002 a adição de vitamina B9, isto é, ácido fólico, em farinhas de trigo e milho, bem como, seus subprodutos e derivados.

 O ácido fólico (folato) é uma vitamina necessária para o funcionamento normal dos eritrócitos e leucócitos (células vermelhas e células brancas, respectivamente). É encontrado nos alimentos como ovos, leite, legumes folhosos, etc. Atua nos aminoácidos e síntese de DNA. A deficiência de folato leva ao desenvolvimento de anemias, seguida por leucopenia (diminuição dos leucócitos) e trombocitopenia (diminuição das plaquetas), que levam a sintomatologia característica, como a falta de apetite, cansaço e, até dificuldade de respirar. A avaliação da deficiência de folatos é feita pela dosagem no sangue de ácido fólico e hemograma.

A medida alternativa de diminuir as patologias sistêmicas por conta de deficiências alimentares é valida e necessária, mas não substitui a necessidade mais primária de acompanhamento. Vale ressaltar também, que é de suma importância citar a obrigatoriedade de fiscalização por órgãos competentes quanto ao nível de ácido fólico empregado em farinha de trigo e milho e o beneficio sob a população.

ANVISA. Resolução RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002. Ministério da Saúde – MS. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_344_2002_COMP.pdf

Diabetes Mellitus: patologia, diagnóstico e tratamento

Faz parte da evolução histórica a notificação de doenças crônicas, que atinge níveis elevados na população brasileira. Uma dessas condições é a conhecida Diabetes Mellitus (DM) ou popularmente conceituada como excesso de açúcar no sangue. O diabetes é uma síndrome de etiologia múltipla, podendo ser genética ou não, decorrente da falta de insulina ou da incapacidade da insulina exercer seus efeitos adequadamente, costumamos dizer de uma forma clara e objetiva que: “Ter insulina e não produzir efeito ou não ter”. Isso não significa que todas as pessoas, por exemplo, necessitem da terapia farmacológica através da aplicação medicamentosa de insulina. Esta doença caracteriza-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas.

Os efeitos do Diabetes Mellitus incluem a disfunção de vários órgãos (rins, olhos e coração) e de extremas microcapilaridades que vão desde o pé diabético (dificuldade de cicatrização) até em casos mais graves, a cegueira. Pacientes portadores de hiperglicemia não controlada ou não tratada desenvolvem cetoacidose ou coma hiperosmolar.  O Diabetes Mellitus é subdividido em tipo I e tipo II.

O tipo I (imuno- mediado) resulta primeiramente das células ß pancreáticas e tem tendência à cetoacidose; Compreende uma pequena parcela das Diabetes Mellitus (5-10%). Os pacientes da patologia do tipo I desenvolvem a doença ainda jovens, com menos de 20 anos, ela vem acrescida de perda de peso, poliúria, noctúria, polidipsia, polifagia, infecção respiratória e desejo descontrolado de bebidas doces. Esses pacientes acredita-se possuir suscetibilidade genética. A deficiência de insulina os torna dependentes dela, necessitando da aplicação diária da insulina.

A Diabetes Mellitus tipo II, diferentemente da tipo I resulta da resistência à insulina e a deficiência relativa de sua secreção. A maioria dos pacientes possui excesso de peso, tendo início do quadro mais tardio (depois dos 40 anos); Desenvolve-se de acordo com os hábitos, e muito raramente possui relação com histórico familiar. Estes pacientes não são dependentes de insulina, porém podem depender da terapia farmacológica convencional, como a Glibenclamida e Metformina.

Para o diagnóstico, além do exame físico e o relato dos sintomas existem exames laboratoriais específicos e mais comumente solicitados: Glicose em jejum, hemoglobina glicada ou glicosilada, glicose pós prandial, teste de tolerância à glicose, além da dosagem de insulina e a curva insulinêmica. Destes, destaca-se a hemoglobina glicada que tem a capacidade de mensurar os níveis de glicose, independente do jejum, nos últimos 90 dias. Existem muitos outros que auxiliam no diagnóstico e monitoramento dos já diabéticos, como a microalbuminúria para avaliar lesão renal.

O fato é que essa doença é antiga e por muito tempo foi “palco” de altas taxas de mortalidade e morbidade; Atualmente, e considerando a evolução médica e biomédica é possível se ter uma vida normal perante a patologia, desde que se monitorem os níveis glicêmicos e se configure o tratamento adequado, na esquecendo da observação dos sintomas.

QUAIS SÃO OS EXAMES DE ANÁLISES SANGUÍNEAS PARA UM CHECK-UP DE ROTINA PARA IDOSOS?

O aumento da população idosa é uma realidade também aqui no Brasil: nos últimos 30 anos a expectativa de vida do brasileiro passou de 62 para 73 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. O grande desafio é entender como envelhecer de forma saudável, mantendo corpo e mente ativos.

Aquela antiga ideia de que, na terceira idade, as pessoas passam seus dias sem fazer nada dentro de casa já ficou para trás há muito tempo. Cada vez mais, os idosos praticam esportes, trabalham, movimentam a economia, viajam e têm uma vida social cheia de atividades – como qualquer pessoa mais jovem.

Contudo, não podemos ignorar o fato de que, com o passar dos anos, nosso organismo se torna mais suscetível a desenvolver alguns problemas de saúde, exigindo alguns cuidados a mais. Conheça os exames de rotina mais importantes para quem já passou dos 60 anos:

1. Hemograma completo

O hemograma completo, também conhecido como “exame de sangue”, permite o diagnóstico de anemias, infecções, doenças autoimunes e até mesmo alguns tipos de câncer, como as leucemias. Além disso, o hemograma possibilita o acompanhamento da evolução de um tratamento que o idoso esteja fazendo.

Por meio desse exame, conseguimos verificar a quantidade e a funcionalidade das células que compõem o sangue: as hemácias (responsáveis pelo transporte de oxigênio), os leucócitos (responsáveis pelas defesas) e as plaquetas (fragmentos de células responsáveis pela coagulação).

2. Perfil Lipídico

Também chamado de lipidograma, esse exame permite que o médico conheça os níveis de colesterol LDL (“ruim”), colesterol HDL (“bom”), triglicerídeos e colesterol total de um paciente.

A partir dos resultados desse exame, é possível conhecer os riscos de doenças e problemas cardiovasculares, como a aterosclerose e o acidente vascular cerebral – duas causas importantes na redução da qualidade de vida e na mortalidade dos idosos.

3. Glicemia em jejum

Esse é um exame que mede a taxa de glicose (açúcar) no sangue, permitindo diagnosticar e tratar da melhor forma quadros de diabetes ou pré-diabetes.

4. Outros exames de sangue


Ainda por meio da análise de alguns mililitros de sangue, é possível mensurar os níveis de outros elementos relacionados à nossa saúde. Os principais exemplos são:

Ureia e creatinina: mostram o funcionamento dos rins, revelando problemas como a insuficiência renal;

Transaminases: são enzimas que podem indicar a presença de problemas no fígado;

TSH: permite a detecção de disfunções na produção dos hormônios da tireoide;

Albumina: indica a condição nutricional do paciente;

PSA: trata-se do antígeno prostático específico, que revela possíveis problemas na próstata em homens;

 25-hidroxi-vitamina D: mostra possíveis deficiências dessa vitamina, o que aumenta o risco de osteoporose.

Dra. Verônica Farina Azzolin

“A idade não vem sozinha”

Desde 1960, o Brasil vem demonstrando uma inversão das pirâmides populacionais, sinalizando um aumento significativo no envelhecimento, isso se dá pela redução das taxa de natalidade, fecundidade e um consequente aumento na expectativa de vida. Envelhecer é um processo fisiológico do organismo que inclui declínios de múltiplos sistemas orgânicos e merece toda nossa atenção. Ainda que algumas condições já são esperadas, podemos evitá-las e assim, reduzir o desenvolvimento de “doenças da terceira idade”.

 Um declínio leva a perda de algumas funções e/ ou um retardo na metabolização de alguns processos, tornando o idoso com maior suscetibilidade ao aparecimento de anemias, por exemplo. A anemia no idoso é descrita como consequência de três grandes grupos de casualidades: A anemia causada por deficiências nutricionais, correspondendo a um terço de todas elas, sendo a anemia ferropriva a mais incidente; a anemia de doenças crônicas e as anemias de origem desconhecidas. Na maior parte das vezes, as anemias nos idosos são subdiagnosticadas, acompanhadas por outra doença de base. Uma anemia diagnostica de forma tardia leva a piores resultados no equilíbrio dos sistemas no organismo, aumentando índices de mortalidade e morbidade.

Embora muitos defendam que a anemia é uma consequência normal da condição, os estudos têm mostrado que não. Prevenir e trabalhar a atenção primária no acompanhamento desses idosos leva a melhor qualidade e o aumento na expectativa de vida. Simples exames podem ser feitos regularmente, indicando a existência da deficiência, por isso: uma picadinha e um pouquinho de sangue podem ajudar a entender o porque da idade não vir sozinha. E se ela vêm acompanhada, podemos melhorar esse panorama, até porque anemia deixa sintomas como fraqueza, introspecção e desânimo! Não ter anemia é saúde geral.

Elaborado por: Biomédica, Msc em Farmacologia Barbara Osmarim Turra